Caminho de Santiago

O Caminho de Santiago:

Os vestígios da obra de civilização desenvolvidas pelos movimentos de peregrinação constituem hoje um património único, artístico, arquitectónico, musical, literário, etnográfico e do imaginário, que nos permite hoje traçar, de uma ponta a outra da Europa, as vias de peregrinação.

O Caminho de Santiago aproximou distintos horizontes, distintas nacionalidades e distintas culturas. Os caminhos de peregrinação para a “casa” de São Tiago Maior, em Compostela, contribuíram fortemente para a elaboração de um tecido cultural, justificando-se por isso ter sido declarado, em 23 de Outubro de 1987, como “Primeiro Itinerário Cultural Europeu” pelo Conselho da Europa. A UNESCO declarou-o Património da Humanidade em 1993 e, em 2004, recebe o Prémio da Concórdia - Príncipe das Astúrias. O Caminho de Santiago foi, de facto, desde o Século X uma importantíssima via de difusão da cultura, da arte, e das formas de vida do Ocidente europeu. Pode dizer-se que, sem o Caminho de Santiago, a história da Europa teria sido diferente.

O Caminho Português de Santiago:

Tem-se verificado em Portugal um significativo e gradual aumento de pessoas – nacionais e estrangeiros – que peregrinam, ao longo de todo o ano, ao túmulo do Apóstolo São Tiago maior, em Compostela, seguindo os diversos itinerários de peregrinação já sinalizados.

De facto, o Caminho Português de Santiago é o segundo “Caminho” mais percorrido. Conservam-se referências dos possíveis itinerários seguidos por peregrinos para Santiago de Compostela em território português, desde o século XII ao século XVIII. O mais antigo é referente ao percurso Coimbra – Santiago, e pertence ao geógrafo árabe Edrici.Outros peregrinos como Sobieski, nobre polaco, que percorreu Portugal e Espanha em 1611; os italianos, Laffi três vezes peregrino a Compostela (1666, 1670 e 1673), e Albani, que peregrinou a Santiago pela segunda vez no Ano Santo de 1745, legaram-nos narrações das viagens, com muito interesse para todos aqueles que peregrinam por terras portuguesas a Santiago. Mas de todos os relatos, o melhor é o do clérigo italiano Adriano Confalonieri, que fez o trajecto desde Lisboa em 1594, passando por Santarém, Ansião, Coimbra e Porto. Seguindo depois por Barcelos, Ponte de Lima e Valença do Minho, chegando a Santiago de Compostela a 4 de Maio do referido ano. Os testemunhos de um culto significativo ao Apóstolo Evangelizador, e a herança cultural percorrida por D. Sancho I, Rainha Santa Isabel, D. Manuel I, nobres, figuras ilustres da igreja, intelectuais e peregrinos anónimos, constituem fortes motivos para percorrer o Caminho de Santiago, revitalizando o património histórico, artístico, literário e religioso.

O Caminho da Costa:

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